Ano III - 2011/2013 - Um Blog Ivson de Moraes Alexandre - Católico Apostólico Romano - Volta Redonda/RJ - Brasil.

sábado, 9 de julho de 2011

A ESTRUTURA DA MISSA CATÓLICA



A missa, na acepção simplificativa popular, é a celebração dominical comunitária do mistério pascal.

Ela é essencialmente, uma memória do evento em que Cristo passou do estado de fraqueza e de enfermidade na carne ao estado de glória, no qual o Pai o constituiu Senhor da história e do cosmo e "espírito vivificante" para toda criatura.

Uma missa católica geralmente contém cinco partes bem definidas:

- RITOS DE ENTRADA:

Compostos pela "saudação trinitária" pronunciada pelo sacerdote, a quem se une a assembléia; pela recíproca "confissão comunitária"; pela "imploração" da divina misericórdia com o canto do "Kyrie", alternado entre o celebrante e os fiéis; e o hino de louvor do "Glória", recitado pelo celebrante juntamente com os fiéis

- LITURGIA DA PALAVRA

contém o "salmo responsorial", escandido entre leitor e comunidade, o "canto aleluítico", que precede a "liturgia Verbi" extraído de um dos quatro evangelistas segundo o ciclo anual; a esta segue a "homilia", meditação aprofundada da proclamação da Palavra. A profissão de fé com o "Credo", recitado pela assembléia juntamente com o sacerdote, é como um grande e coletivo "Amém" a que se segue "a oração dos fiéis", intercessão pelas necessidades universais;

- LITURGIA EUCARÍSTICA

aqui começa a fase estritamente sacramental da celebração: a atenção litúrgica desloca-se do ambão para o altar por meio do "ofertório", ou seja, a oferta do pão e do vinho com a segunda oração presidencial, a "oração sobre as oferendas"; segue-se a "oração eucarística", que é recitada somente pelo celebrante. Terminado o prefácio, o celebrante convoca toda a assembléia ao tríplice louvor do "Sanctus" para se recolher em seguida na "palavra-memorial" ou epiclese consecratória sob intercessão do Espírito Santo, segue-se a grande oração das "intercessões", união da Igreja itinerante com a Igreja gloriosa, agradecimento e intercessão ao mesmo tempo.

- RITOS DE COMUNHÃO:

constam da oração comunitária do "Pai Nosso", ponte entre a consagração e a consumação do banquete; depois vem a "doxologia-aclamação" da assembléia, o augúrio e "a troca da paz", a "fractio panis" com a invocação no "Agnus Dei" e o convívio, sinal do banquete no Reino; terminam os ritos com a terceira oração presidencial, expressão de reconhecimento e súplica de eficácia do mistério celebrado;

- RITOS DE DESPEDIDA:

podem conter avisos do celebrante à comunidade, além da saudação final, do "a missa terminou, ide em paz" e da bênção, além de música final

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que é liturgia?


Liturgia é a ação do Povo de Deus, reunido em Jesus Cristo, na comunhão do Espírito Santo.

É sempre uma celebração de Mistério Pascal, isto é, passagem da morte para vida, através de sinais, gestos e palavras. A liturgia é ação de Cristo na Igreja.

O ponto culminante de uma comunidade eclesial é a celebração comunitária, onde todos expressam sua fé comum; ouvem o mesmo Senhor, Salvador e Libertador; agradecem os favores de Deus; cantam as mesmas canções. Aí todos louvam a Deus e os laços do amor fortalecidos. Cresce a fraternidade e o Povo de Deus se reanima, sobretudo nos Sacramentos, para continuar a luta pela construção do Reino.

Nenhuma atividade pastoral pode realizar-se sem referencia à liturgia. Qualquer celebração tem sentido evangelizador e catequético. Toda ação pastoral terá como ponto de referencia a liturgia, na qual se celebra a memória e se proclama a atualidade do projeto de Jesus Cristo. (Conf. Doc. 38 —CNBB)

A celebração litúrgica, como a obra de Cristo Sacerdote, e da Igreja que é seu Corpo, é uma ação sagrada por excelência. Sua eficácia não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. (Conf. SC 7)


Quando falamos de liturgia, temos presente:

• A Missa ou Celebração Eucarística;

• Celebração dos Sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitencia, unção dos enfermos, ordenação, matrimonio);

• A Celebração dos Sacramentais (bênçãos, encomendação dos mortos...);

• A Celebração da Palavra ou Culto;

• A Liturgia das Horas;

• O Ano Litúrgico.

A necessária organização litúrgica.

Todos sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização. A liturgia não foge desta nescessidade. Para que a dimensão celebrativa funcione bem. Para que haja participação de todos, se faz necessário que alguém, uma equipe pense, planeje, prepare com carinho e dedicação.

As celebrações das comunidades, das paróquias e das Dioceses precisam de um grupo de pessoas, de uma equipe ou de várias equipes que prestem esse serviço comunitário. O primeiro critério que esta equipe ou pessoas devem ter presente, é o "Querer Celebrar Bem". Celebrar de tal modo que favoreça a participação de todos os presentes.

O Grupo litúrgico de nossa Paróquia tem como objetivos norteadores os de:
  • Reunir e refletir melhor o verdadeiro sentido da liturgia em nossa paróquia;
  • Estudar e aprofundar os temas litúrgicos;
  • Aprimorar sempre nossas liturgias.

    E como objetivos específicos temos:
  • Formar e animar equipes de Liturgia em cada pastoral;
  • Escolher cantos adequados ao tempo litúrgico;
  • Valorizar e resgatar nas celebrações os gestos de acolhida e de boas-vindas;
  • Promover curso de canto pastoral, Caminhar junto com a equipe de liturgia arquidiocesana;
  • Estudar documentos importantes da Igreja, tais como: constituição “Sacrosanctum Concilium”; Animação da Liturgia (CNBB) e outros;
  • Organizar um calendário paroquial de encontros de música sacra para todos os que estão envolvidos na liturgia da paróquia;
  • Despertar para a consciência da necessidade de uma liturgia inculturada;
  • Valorizar as festas de cunho religioso, devocional e popular.